Está chegando ao fim as meia-duzia jornadas que compõe o 1º Ciclo de Atualização de Oficiais da Reserva.

 

 

A quarta jornada neste sábado de sol, 30 de maio, foi aberta pelo General de Divisão Paulo Sergio Melo de Carvalho, Chefe do Centro de Defesa Cibernética.

 

 

Pernambucano, oriundo da Arma de Comunicações, eu o recebi na chegada e foram prestadas as honras militares, ocasião em que se apresentaram o Coronel Brum, Diretor do MMCL e o Tenente Monteiro, Presidente do Sistema CNOR.

 

 

No auditório cheio, eles deram entrada e foram anunciados pelo Tenente Felinto.

 

 

Depois, todos entoamos o Hino Nacional Brasileiro após o que, ouvimos as palavras do Tenente Monteiro que agradeceu ao prestígio concedido pelo General Carvalho, deixando seus afazeres na Capital Federal para ministrar esta palestra.

 

 

 

Mas antes de passar a palavra ao palestrante, pediu permissão e passou o vídeo do General Villas Bôas na série do CCOMSEx “O Comandante responde” onde no final fala deste CAOR...

 

 

Assista ao vídeo (Ponham o vídeo no tempo: 06:53):

 

 

Em seguida anunciou a palestra do Chefe do Centro de Defesa Cibernética CDCIBER. 

 

 

Logo na projeção inicial, o General carvalho mostrou a foto, no centro da mesma, onde estão os membros da equipe que trabalhou de forma colaborativa em todos os eventos marcantes, desde o Rio + 20, Reunião de Chefes de Estado aqui no Rio de Janeiro, a Copa das Confederações, a Jornada Mundial da Juventude com a visita do Papa Francisco e, finalmente a Copa do Mundo da FIFA 2014.

 

 

 

Na mesma imagem mostrou uma Cabo da Marinha informando que a valorização dos recursos humanos em suas expertises técnicas, independentemente de postos ou graduação militar, mesmo porque muitos são civis.

 

 

E saiu explicando sobre as atividades de Defesa Cibernética e sua importância para o Sistema de Defesa Nacional.

 

 

Após uma introdução, falou sobre a Política Cibernética de Defesa, a própria Estratégia Nacional de Defesa, a atividade operativa do CDCIBER, o Projeto Estratégico Defesa Cibernética e finalmente, o Programa Defesa Cibernética na Defesa Nacional.

 

 

Como muitos assuntos abordados são reservados, ficamos por aqui nas observações e o General foi muito aplaudido ao final de sua fala.

 

 

 

E ainda foi crivado de perguntas ao final...

 

 

Depois de um intervalo de 15 minutos para o café, o Tenente Monteiro voltou acompanhado do Capitão de Mar e Guerra FN Arquimedes Fonseca de Melo e do MM Juiz de Direito José Guilherme Vasi Werner do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

 

 

A palestra seguinte foi do Comandante Arquimedes. Já na reserva há quatro anos, o Comandante é Engenheiro do IME (Engenharia Mecânica) com Mestrado em Engenharia de Produção.

 

 

Sua palestra abordou a Missão da Marinha do Brasil, detalhou a distribuição do Corpo de Fuzileiros Navais na estrutura Naval e terminou falando da modernização do material do CFN.

 

 

A Missão da marinha do Brasil, que todos conhecemos, é preparar e empregar o Poder Naval, a fim de contribuir para a defesa da Pátria. Estar pronta para atuar na garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem; atuar em ações sob a égide de organismos internacionais e em apoio à política externa do país; e cumprir as atribuições subsidiárias previstas em lei, com ênfase naquelas relacionadas à Autoridade marítima, a fim de contribuir para a salvaguarda dos interesses nacionais.  

 

As Tarefas Básicas do Poder Naval:

  • Controlar a área marítima
  • Negar o uso do mar
  • Projetar poder sobre a terra
  • Contribuir par a dissuasão

 

 

Abordou cada um dos itens acima deixando claro que para um litoral gigantesco de mais de 8 mil quilômetros, o orçamento é importante. Faltam ainda equipamentos caros e importantes como navios de transporte de tropas e material, carros de combate modernos...

 

 

A parte em que a plateia mais vibrou, acompanhando a vibração do Comandante foi quando mostrou o poder de fogo do CFN com o lançador múltiplo de foguetes Astros 20-20, com os blindados CLANF e Piranha, conhecidos do público pelas tomadas do complexo de favelas do Alemão e da Maré.

 

 

Falou da modernização dos velhos M-113, ainda tão úteis e, como engenheiro, destacou os detalhes dessa atualização que deixou os equipamentos no casco e trocaram motores e parte eletrônica.

 

 

A visão de futuro, ambiciosa e formulada pelo Almirante Monteiro, é a seguinte:

 

 

Até 2030, o Corpo de Fuzileiros Navais (CFN), parcela intrínseca, portanto, indissociável do Poder Naval, consolidar-se-á como força estratégica por excelência, de caráter expedicionário, de pronto emprego e de projeção de poder. Como integrante do componente anfíbio da Marinha do Brasil, conferirá prontidão operativa e capacidade expedicionária ao poder Naval ampliando suas possibilidades para atuar, tempestiva e eficazmente, em qualquer região que configure um cenário estratégico de interesse. O CFN será imprescindível para a proteção da Amazônia Azul, pois contribuirá para conferir credibilidade à presença do Poder Naval no Atlântico Sul, seus contornos e ilhas oceânicas. 

 

 

 

 

A última palestra foi do MM Juiz de Direito José Guilherme Vasi Werner do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

 

 

Dividiu seu tema em dois, começando por abordar Informações estratégicas sobre o Poder Judiciário.

 

Os números que apresentou foram impressionantes, principalmente se comparados a países da Europa.

 

O Poder Judiciário no Brasil tem quase 100 milhões de processos em tramitação.

 

 

A cada ano, somam-se 30 milhões de casos novos e seu orçamento gira em torno de 61 bilhões ou 1,3% do nosso PIB...

 

São 92 tribunais, divididos em Tribunais Militares, Tribunais Federais, Tribunais do Trabalho, Tribunais Eleitorais e Tribunais Superiores.

 

 

Mostrou a distribuição das despesas, majoritariamente por Estados, como também é a distribuição maior para a Justiça Estadual.

 

A força de trabalho do Judiciário conta com 16 mil Magistrados, o que dá 8,2 juízes por 100 mil habitantes, 412 mil servidores e termina com mais um número absurdo de 6.041 processos por magistrado e, pior, 16.008 nos Tribunais Superiores, onde deveriam ir menos causas.

 

 

Com um número muito pequeno (30%) de processos baixados por ano, a taxa de congestionamento, ou seja, o que fica para o ano seguinte, é de 70%...

 

Não precisava mostrar mais... Mas mostrou!

 

 

Aqui, como sempre, deixamos de comentar detalhes como os maiores litigantes e alguns, sempre os mesmos, congestionando o judiciário sem necessidade.

 

Terminou sua palestra com uma visão relacional do Poder Judiciário e a Teoria do Campo.

 

 

Também, como os demais, foi crivado de perguntas ao final, e muito aplaudido!

 

 

Terminadas as palestras, o Tenente Monteiro fez alguns avisos, um dos quais tem a ver com a próxima jornada, dia 16 de junho, com os oito Instrutores Chefes da EsAO que farão uma Atualização Tática em todas as Armas, Quadros e Serviço.

 

 

Imperdível!  

 

 

 

 


 

Joomlashack