E chegou o esperado dia dos Jubileus, tanto os da minha turma (Ouro) de 1965, já passados 50 anos que fomos declarados Aspirantes-a-Oficial do Exército, como dos mais jovens, de Prata (1990).

Tradicionalmente, vimos observando que a frequência dos primeiros é menos da metade dos mais jovens e não deveria ser assim, pois, nós, septuagenários, já temos independência financeira (aposentados) enquanto eles ainda estão na luta, com em torno de 45 anos.  

Uma dificuldade que tenho observado da comissão chefiada pelo também jubilando Tenente Waldevino é localizar a turma mais antiga.

Lembre-se que o CPOR é serviço militar obrigatório e, os jovens, quase meninos que ali ingressam, são solteiros, morando com os pais.

Depois se formam, alguns (minoria) fazem estágio ficando no Exército por até 8 anos, mas, de um ou de outro modo, só mais tarde se casam e constituem família...

 

 

Diferentemente do Oficial de carreira, oriundo da AMAN, cuja família vai acompanhando o Oficial por todo o país, a do Oficial R/2 (como chamamos o pessoal da Reserva não Remunerada), não tem nenhum vínculo com a Força terrestre. Surgiram muito depois e o Aspirante ou Tenente em início de carreira civil, tem outras prioridades e só vem descobrir as Associações muitas décadas depois.

Mesmo assim, a família não acompanha, preferindo ir para shoppings ou outra atividade familiar deles, já, que, como disse, a vida militar foi anterior ao casamento.

Este ano, por causa do estado deplorável que vem se tornando o CPOR do Rio de Janeiro – falarei mais no final, o Atual Comandante, Coronel Nascimento Gomes, não recomendou que fosse feita a reunião por lá por medidas de segurança como informou em suas palavras na formatura.

Então procuramos o Coronel Brum, diretor do Museu Militar Conde de Linhares e fizemos lá.

 

 

Para o pessoal da minha turma (1965), alí tínhamos os laços afetivos, pois, fora lá o nosso CPOR desde sua criação em 1927 até 1968 quando foi mudado para as instalações dos Dragões da Independência (que se mudaram para Brasília) onde ficaram até 1998, quando, por uma infeliz decisão, nos mudaram para a Avenida Brasil, no complexo de favelas da Maré, e, nas nossas instalações excepcionais, instalaram o I Batalhão de Guardas, lá até nossos dias.

O que sucedeu nesses 17 anos? A degradação da Avenida Brasil, porta de entrada da cidade, mas que, tomada de favelas, foi espantando empresas e indústrias.  

 

Se até 1998, no CPOR do Rio de Janeiro se formavam a elite da sociedade carioca, como pudemos notar nos carrões importados no estacionamento do dia de hoje, onde a turma de jubilandos mais moça, todos advogados, procuradores, promotores, empresários, em posição de estaque na sociedade, hoje, no nosso querido CPOR, o mais antigo do Brasil, o primeiro criado por nosso Fundador, Patrono e Guia, Tenente-Coronel Correia Lima, já poderia mudar seu nome para CPOR da Baixada Fluminense, já que vem de lá os novos Alunos.

 

 

O I BG mandou sua Banda e o CPOR mandou os Alunos do Curso de Infantaria. Entramos em forma na sequencia com a Banda, a Guarda-Bandeira da AORE/RJ, os jubilandos de 1965, os de 1990 e os Alunos.

O Tenente Monteiro, Presidente do CNOR apresentou a tropa ao Coronel Marcelo Nascimento Gomes, Comandante do CPOR/RJ e maior autoridade da ativa presente.

 

 

Primeiro, foi entoado com vibração o Hino Nacional Brasileiro.

Depois, todos matamos as saudades do “Bom Dia Senhor Comandante” que há décadas não respondíamos em forma...

 

 

Ele fez a saudação, explicou as dificuldades de fazermos com segurança – principalmente para as famílias, esposas e crianças no atual aquartelamento de Bonsucesso depois da passagem de sete Brigadas pela Força de Pacificação da Maré (Operação São Francisco).

 

 

E terminamos desfilando em continência ao Comandante do CPOR, tendo no palanque um antigo Subcomandante (Cel Laport) e dois antigos instrutores da turma de 1990.

 

 

Um colega da minha turma do Curso de Artilharia de 1965, Tenente Israel, professor, escritor e membro de várias Academias, assim se manifestou:

 

Tempos de CPOR

 

 

 

Depois do desfile, subimos para um dos belos salões do Museu Militar Conde de Linhares, por coincidência, minha sala de aulas da Artilharia, onde após o canto da Canção do Exército, o Tenente Adalberto (Marques) fez uma apresentação da Associação (AORE/RJ).

 

 

Em seguida, o Tenente Monteiro fez a sua tanto do Sistema CNOR já com 19 Associações filiadas e dez mil R/2 cadastrados (de um universo de mais de cem mil) e falou da entrada do Brasil na Guerra, a participação dos Oficiais R/2 no Teatro de Operações e o Resgate do mais condecorado herói da II Guerra, o Major Apollo Miguel Rezk.

 

 

Depois, ouvimos oradores das duas turmas e ao final, o Cel Thadeu, antigo instrutor do pessoal mais jovem.

 

 

Encerrando, o Cel Nascimento Gomes respondeu a diversas perguntas e encerrou oficialmente o Jubileu, convidando a todos a visitarem o belo museu e depois, a um coquetel de confraternização no salão que, no meu tempo, pertencia ao Curso de Engenharia. 

 

 

 


 

Joomlashack