O Ciclo de Atualização dos Oficiais da Reserva (CAOR) são realizados em 6 sábados não consecutivos. Já tivemos:

 

Comandante do Exército abre, com palestra, o 1º CAOR

1º CAOR – O segundo de meia-dúzia sábados

 

Então, no sábado dia 16 de maio, tivemos o terceiro. E já com uma configuração diferente dado o “frisson” que os palestrantes desta jornada causaram.

 

 

 

Habitualmente, o formato são três palestras: a primeira de um Oficial General de 4 estrelas da ativa, a segunda de um da reserva e a última de um civil de notório saber na área que nos interessa.

 

 

Mas os palestrantes deste sábado vieram de longe nos prestigiar, um de Manaus e outro de Natal, para onde se retirou ao ingressar na Reserva.

 

 

Ambos, adorados pela Oficialidade R/2 com a qual se identificaram, o General por sua participação memorável no ENOREX de Cuiabá e o Brigadeiro, ainda contado em verso e prosa, por ter desmontado um Xavante na Base Aérea (onde tem pista de pouso) e o levado para desfilar à frente de sua tropa, puxado por um trator, no QG de seu Comando Aéreo (onde não há pista), durante o inesquecível ENOREX do Recife.

 

 

Só pela introdução, podemos ver porque o tempo das três palestras foi dividido entre os dois que, ainda, estouraram o tempo final destinado a perguntas, isso após serem aplaudidos entusiasticamente de pé...

 

Mais uma vez repito que não vou contar tudo o que disseram. Nem gravei e jamais faria isso. O CAOR é para os que se inscreveram e lá estiveram. Aqui, apenas uma notícia, uma reportagem, de seu acontecimento e as autoridades envolvidas.

 

Cheguei em cima da hora e não recebi os Oficiais Generais como costumo fazer. Agora, com aquários e peixes em casa para alimentar... Pelo menos não latem, não miam e nem fazem xixi pela casa!

 

No auditório do velho CPOR/RJ, onde me formei em 1965, agora convertido no Museu Militar Conde de Linhares na Quinta da Boa Vista, estava apinhado e os velhos camaradas, quando se encontram, você sabe, aquela algazarra.

 

O pobre Tenente Felinto, mestre de cerimônias, se esforçava para dar alguns avisos e mesmo com o microfone, não era ouvido pelas conversas daqueles que há muito não se viam.

 

 

 

Mas, ao comando de ATENÇÃO, todos de pé, frente para o centro, viram se aproximar o General de Exército Guilherme Cals Theophilo Gaspar de Oliveira, Comandante Militar da Amazônia, acompanhado do General de Brigada Walter Nilton Pina Stoffel, Diretor de Patrimônio Histórico e Cultural do Exército, do Cel Fortes, Comandante do Forte de Copacabana, do Cel Brum, Diretor deste MMCL e do Tenente Sérgio P. Monteiro, Presidente do Sistema CNOR.

 

 

Após o canto do Hino Nacional, o Tenente Monteiro fez uso da palavra para apresentar o primeiro palestrante. O conhecemos quando comandava a 13 Bda Inf Mtz em Cuiabá, no X ENOREX (2008), portanto, ainda General de Brigada.

 

 

Quando promovido a Divisão, foi comandar a 12 RM em Manaus e perdemos contato, pois, já com a 4ª estrela, assumiu o Comando de Área naquela região importante e esquecida de nosso Brasil.

 


X ENOREX - Cuibá - 2008


X ENOREX - Cuibá - 2008

 

 

O Tenente Monteiro contou um episódio marcante quando da palestra do General Theophilo, e este sorriu em reconhecimento e cumplicidade daquele fato.

 


X ENOREX - Cuibá - 2008


X ENOREX - Cuibá - 2008

 

E este Redator, presente naquele episódio, resgatou algumas fotos que mostram o auditório de pé, aplaudindo por mais de cinco minutos...

 


X ENOREX - Cuibá - 2008

 

X ENOREX - Cuibá - 2008

 

O General falou sobre o que conhece bem, a Amazônia. Fez uma análise da situação atual, riscos, desafios e cenários prospectivos para a Região Amazônica.

 

 

 

 

O cenário não mudou e suas palavras foram praticamente as mesmas dos Generais Heleno e Villas Bôas que o antecederam naquele importante Comando.

 

 

A integração entre a Marinha, Exército e Força Aérea é que fazem algumas coisas acontecerem. Mas uma forma (Exército) e apenas 20 mil homens pulverizada naquela imensidão, muito pouco pode fazer contra a hidropirataria, ilícitos fronteiriços, contrabando de metais e pedras preciosas e tantos outros apesar das inúmeras Operações Ágata e outras que fazem.

 

 

Muito interessante, dentre os muitos filmes que mostrou, foi a Oração do Guerreiro de Selva, um filme onde mostra uma onça, sorrateira, se lançar na água, atacar um enorme jacaré, e levá-lo, pelo pescoço, de volta para terra firme.

 

 

 

Terminou, como sempre, aplaudido de pé.

 

 

Na volta do intervalo, o Coronel Marcelo Nascimento Gomes, Comandante do CPOR/RJ, comunicou e convidou os integrantes da AORE/RJ para a cerimônia de despedida do serviço ativo do Coronel de Engenharia Guiovaldo Nunes Laport Filho, antigo Subcomandante e responsável pela designação Histórica Centro Tenente Coronel Correia Lima, dia 29, às 07:30h.

 

 

Em seguida, O Tenente Monteiro apresentou o Major Brigadeiro Luiz Antonio Pinto Machado, contando passagens da fidalguia com que nos recebeu em seu Comando de Aeronáutica no Recife, durante o ENOREX naquela capital.

 

No ENOREX de Recife

 

 

Numa das fotos que tirei de arquivo, notem que ele usava com orgulho o distintivo de formação como sendo o NPOR do 10º BI de Montanha, de Juiz de Fora.

 

 

O Brigadeiro rapidamente falou dos Comandos de Aeronáutica, suas missões e passou muitos filmes que ilustraram os investimentos projetados pela FAB.

O tema

 

 

 

 Terminou, como sempre, aplaudido de pé.

 

 

Não estou me repetindo e nem figuei gago. São realmente dois Oficiais Generais notáveis estimados por toda a Oficialidade R/2. 

 

 

 

Ao final, o Tenente Barros, Diretor da AORE/ES, promotora do próximo ENOREX em Vila velha (ES) de 19 a 24 de outubro, entregou ao Tenente Monteiro um Certificado de Reconhecimento pela palestra que proferiu lá no 38 BI/NPOR daquela cidade. 

 

 

Próximas Jornadas do 1º CAOR:

 

 30 de maio, 13 e 27 de junho

 


 

 

 

 


 

 

Joomlashack