
A língua portuguesa é sabidamente muito rica. Se por exemplo, a compararmos com a inglesa, bem mais pobre, ao tentarmos falar de saudades esbarramos apenas na falta (miss) de alguém ou algum lugar.

E, claro, há línguas ainda mais pobres onde os tradutores tem de fazer malabarismos para tentar traduzir do ou para o português.
Mesmo assim, não sei exprimir em poucas palavras o que foi esta Reunião Plenária do CNOR, com todos os seus Delegados (Presidentes das AORE’s – Associações de Oficiais da Reserva do Exército) e Diretoria, em Brasília, tanto no Quartel General do Exército Brasileiro, como, onde ficamos alojados e usamos o auditório para a Plenária, o CMP – Comando Militar do Planalto.

Esta foi a segunda reunião na Capital Federal. A primeira, ainda sob o Comando do General de Exército Enzo Martins Peri e tendo como Chefe do Estado-Maior o amigo General de Exército Adhemar da Costa Machado Filho, que determinaram, fôssemos recebidos com Príncipes, o que de fato aconteceu, quando fomos recepcionados pelo também amigo General de Exército Marco Antônio de Farias e lanceiros dos Dragões da Independência.

Desta vez, não houve lanceiros, pois, mudou o Comandante de Exército e, consequentemente, seu estilo.


Então, fomos recebidos na porta, sob o copo da espada de Caxias, pelo próprio General de Exército Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, o novo Comandante do Exército, que após tirar a Foto Oficial de praxe, nos levou ao seu auditório para um conversa a portas fechadas.

Se na primeira visita fomos recebidos como Príncipes, pela falta de palavras adequadas a exprimirem toda essa nova situação, poderia dizer que desta vez, fomos recebidos como “da Casa”.

O General de Divisão Racine Bezerra Lima Filho, Comandante Militar do Planalto, o mesmo que nos recebera da vez anterior, novamente nos proporcionou todo o imenso apoio, nos alojando, mandando providenciar os traslados das delegações e tudo o mais. Impecável.

Movimentávamos-nos tanto pelo CMP como pelo QG, realmente, como os da casa o fazem. Acho que já se acostumaram com nossos uniformes “diferentes”...
Depois da conversa com o Comandante do Exército, fomos ao poderoso Comando Logístico, onde o General Farias mostrou um novo filme institucional sobre seu Órgão de Direção Setorial.
Após o almoço, acompanhamos o Comandante do Exército ao Campo de Instrução de Formosa, em Goiás, onde, desde o dia 26 de julho, TODAS as Unidades Antiaéreas brasileiras, de norte a sul e de leste a oeste do país, estavam reunidas para exercícios combinados.

E lá, em presença do Ministro da Defesa, Jaques Wagner, assistimos à demonstrações e tiros reais de todas as nossas armas antiaéreas, incluindo aí, o fabuloso ASTROS 2020, com disparos de mísseis a 24 km de distância.
O novo ASTROS 2020 alcança 300 km, mas, para demonstração, atiraram logo após a linha do horizonte, mesmo porque, o gigantesco campo de instrução tem lá seus limites.

No dia seguinte então, começamos a nossa Assembleia Geral do Sistema CNOR, com importantes deliberações e alterações estatutárias, bem como a filiação de uma nova AORE em criação: a de Goiânia.

Também ficou decidido que estudaríamos a possibilidade de fazer o ENOREx de 2016 em Brasília e o de 2017, já decidido, no Rio de Janeiro para comemorar os 20 anos do CNOR.
E ainda tivemos uma palestra do anfitrião, o General Racine, sobre segurança dos grandes eventos e o trabalho compartilhado com as demais agencias e atores dessa área.

À noite, oferecemos um jantar de confraternização no HTO ao qual compareceram o General Villas Bôas e o General Farias com seus respectivos Assistentes, Coronel Guedes e Coronel Coutinho, além dos amigos General Leslie e Coronel Laport.

Aqui temos um apanhado geral do que foi e aconteceu.

Vou, agora, começar a pensar em como detalhar para as leitoras e leitores, tudo isto...
Se vou conseguir, já é outra história!
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