As duas pistolas Made in Brasil

"Tiro: esporte para todos, dever do Militar"

 Quando se falam em armas de fogo, os imbecilóides de plantão associam crimes e problemas de segurança a elas. Se esquecem – ou são imbecis demais para lembrar/saber – que, por exemplo, o trânsito e os automóveis matam mais por ano do que elas. E um criminoso, não tendo arma de fogo, vai cometer seu crime com facas de cozinha ou simples pedras do chão.


Portanto, este artigo não é escrito para o tipo de pessoa criticada acima.

No Brasil tivemos mais fabricantes de armas, como a Amadeo Rossi (revólveres e carabinas) mas vamos focalizar pistolas e duas fábricas antigas e tradicionais, Taurus e Imbel.

O Editor




FORJAS TAURUS. Orgulhosamente brasileira

INTRODUÇÃO


A industria de armas de fogo é extremamente competitiva, principalmente em países onde a democracia verdadeira, sem utopias de algumas grandes nações emergentes permite que o cidadão, pagador de impostos e trabalhador tenha acesso a armas realmente eficazes para autodefesa, esporte, ou simplesmente para colecionar. Empresas como a Glock, fabricante das famosas pistolas que levam seu nome, a Sig Sauer, uma das mais competentes fabricantes de armas de fogo européias e a poderosa Heckler & Koch, da Alemanha, cuja marca registrada é a qualidade excepcional de suas armas, projetadas sempre tendo em vista o uso tático profissional, já foram foco de matérias aqui no país.


Hoje estamos apresentando um artigo sobre dois dos maiores fabricantes de armas de fogo do mundo cujo diferencial que chama a atenção é serem empresas de um país onde armas de fogo podem ser consideradas um tabu, o Brasil, e onde a classe política desta nação apresenta uma resistência extremamente agressiva levando a demonização desses instrumentos de defesa em pró da chamada paz (dos bandidos, é claro).

 

UM POUCO DE HISTÓRIA


A Forjas Taurus S.A, ou somente Taurus, como é mais conhecida, uma empresa gaúcha que teve suas atividades iniciadas em 1937 como uma pequena fabricante de ferramentas e que depois da segunda grande guerra passou a construir, também revolveres, sendo que o primeiro revolver da empresa, o modelo 38101 SO, foi produzido em 1941 e tendo a produção deste tipo de arma alcançando o patamar de grande escala em 1951. No decorrer da historia desta importante empresa, muitas mudanças de rumo foram tomados para de adaptar a o mercado e até mesmo, políticos como na década de 60 quando em decorrência do regime militar iniciado em 1964, houve um aumento das regras e da burocracia para o comercio de armas de fogo no país, em que acabou comprometendo a saúde financeira da Taurus, ainda com pouca chance de competir no mercado internacional. Nesse período a Taurus acabou tendo parte de suas ações vendidas para a Smith & Wesson, que ironicamente se tornaria uma das suas maiores concorrentes em seu maior mercado o norte americano, em que a Taurus acabou entrando em 1982.

Porém, voltando alguns anos, em 1977, a Taurus teve as suas ações adquiridas pela brasileira Polimetal, trazendo de volta o controle da empresa para as mãos brasileiras.

Em 1974 uma outra empresa importantíssima no mundo das armas de fogo, a italiana Beretta tinha assinado um contrato de fornecimento de armas para o exercito brasileiro e nesse contrato houve a Beretta teria que se instalar no Brasil e contratar mão de obra nacional. Com o fim deste contrato em 1980 a Beretta vendeu suas instalações, incluindo maquinário e projetos das armas produzidas para a Taurus. Esse momento pode ser considerado um dos mais importantes da historia da Taurus, pois com o seu conhecimento técnico aperfeiçoou os projetos da Beretta no Brasil e produziu as pistolas dos modelos PT-92 e PT-99 em calibre 9 mm e que foram um grande sucesso de vendas devido ao custo baixo associado a alta confiabilidade e precisão destas.

Em 1997 a Taurus adquiriu a sua maior concorrente no mercado brasileiro, a Rossi, outra fabricante de excelentes revolveres, cuja qualidade tive o prazer de experimentar em inúmeras vistas ao clube de tiro.

A política da Taurus em adquirir ou se associar a outras empresas apresentou outros frutos como a submetralhadora MT-40, MT-9 e as carabinas CT-30 e CT-40, cujo projeto chileno, especificamente da empresa FAMAE, foi objeto de uma parceria entre as duas industrias.

A ultima empreitada da Taurus foi ainda mais arrojada. Desta vez uma parceria entre a IMI de Israel e a empresa brasileira permitira a montagem do moderno fuzil bullpup Tavor, que poderá vir a ser o próximo fuzil de assalto do exercito brasileiro, que a algum tempo vem estudando possíveis substitutos dos cansados fuzis Imbel FAL.

 

PT-92

A primeira pistola da Taurus foi a Taurus PT-92 em calibre 9 mm, cujo projeto foi herdado da pistola Beretta M-92 fabricada para as forças armadas do Brasil. Uma versão com alça da mira regulável desta pistola foi batizada de PT-99 e foi durante algum tempo a melhor pistola da Taurus no mercado militar e de exportação. A qualidade da arma se mostrou presente em seu excelente funcionamento, precisão e durabilidade. Ainda hoje, a PT-92 faz parte do armamento do exercito brasileiro, se mostrando uma durável pistola. Não posso deixar de comentar a variante da PT-92 que “calça” o mais potente calibre. 40. Esta variante, chamada PT-100 e PT-101, cuja diferença é justamente de que a de modelo 100 tem alça da mira fixa e o modelo 101 tem a alça ajustável. Estas pistolas equipam a policia militar de São Paulo de outros Estados.


FICHA TECNICA PT-92/ 99
Calibre: 9 mm.
Capacidade: 15 tiros.
Comprimento do cano: 5 polegadas.
Comprimento total: 217 mm.
Sistema de operação: dupla ação
Mira: Alça e massa fixa (PT-92), Alça regulável e massa fixa (PT-99)

 

 

PT-57 S AMF



A pistola PT-57, em calibre 7,65 mm foi durante os anos 80 a mais “potente” arma semi-automática que um civil brasileiro poderia adquirir. Este modelo deriva da PT-92 de uso restrito. Embora seja uma arma de pequeno calibre, suas dimensões, praticamente as mesmas da PT-92 causavam respeito. Esta pistola deu lugar para uma versão compacta do mesmo calibre chamada PT-57S com cano de 4 polegadas, posteriormente.


FICHA TECNICA PT-57 AMF (fora de linha)
Calibre: 7,65 mm.
Capacidade: 15+1 tiros.
Comprimento do cano: 5 polegadas.
Comprimento total: 217 mm.

Sistema de operação: dupla ação
Mira: Alça e massa fixa,

 

PT-58 S/ PT-58 HC



A pistola PT-58 S em calibre 380 ACP, foi a primeira pistola em calibre 380 ACP da Taurus. A liberação do calibre 380 ACP (9 mm curto) para o uso civil no Brasil, no fim da década de 80 deu ao mercado brasileiro uma alternativa pouco melhor que o Fraco 7,65 mm em pistolas semi-automáticas. A PT-58 S deriva da PT-57 S e este modelo obteve sucesso comercial durante os anos iniciais de sua produção. Com capacidade de 12 tiros, versões posteriores tiveram sua capacidade aumentada para 15 e 19 tiros na versão atual conhecida como PT-58 HC (High Capacity) ou alta capacidade.


FICHA TECNICA PT-58 S (fora de linha)
Calibre: 380 ACP.
Capacidade: 12 + 1 tiros.
Comprimento do cano: 4 polegadas.
Comprimento total: 160 mm.
Sistema de operação: dupla ação
Mira: Alça e massa fixa.

 

 

FICHA TECNICA PT-58 HC

Calibre: 380 ACP.
Capacidade: 19 + 1 tiros.
Comprimento do cano: 4 polegadas.
Comprimento total: 160 mm.
Sistema de operação: dupla ação
Mira: Alça e massa fixa.

 

PT 908



As pistolas da Taurus eram derivadas das pistolas Beretta devido à aquisição da fabrica desta ultima pela empresa brasileira em 1980. Assim, a Taurus não possuía um modelo de projeto próprio, situação esta que mudou em 1992 quando a empresa se engajou no desenvolvimento de sua primeira pistola totalmente projetada e construída pela Taurus. O novo modelo foi chamado de PT-908 e para seu desenvolvimento a Taurus teve auxilio de policiais e atiradores que deram a Taurus as dicas para que rumo seguir para poder construir uma pistola de qualidade e que pudesse trazer o sucesso comercial para mais este produto. A PT-908 é uma pistola compacta com carregador monofilar para 8 tiros em calibre 9 mm. Este modelo se assemelha aos desenhos encontrados nas pistolas Sig Sauer. A PT-908 deu origem a família de pistolas serie 900, onde novas versões com outros calibres e capacidade de munição aumentada foram sendo lançadas no mercado e obtendo um bom resultado de vendas, principalmente entre os consumidores policiais. Nesse segmento a PT-940, em calibre 40, foi adquirida por muitos departamentos de policia, principalmente da policia civil de São Paulo e Rio de Janeiro. No mercado civil brasileiro, o modelo representativo dessa série é a PT-938 em calibre 380 ACP e com capacidade de 15 tiros no carregador mais um na câmara.


FICHA TECNICA PT-908 (fora de linha)
Calibre: 9 mm.
Capacidade: 8+1 tiros.
Comprimento do cano: 3,88 polegadas.
Comprimento total: 179 mm.
Sistema de operação: dupla ação
Mira: Alça e massa fixa.

 

 

FICHA TECNICA PT-938

Calibre: 380 ACP.
Capacidade: 15+1 tiros.
Comprimento do cano: 3,5 polegadas.
Comprimento total: 170 mm.
Sistema de operação: dupla ação
Mira: Alça e massa fixa.

 

PT-111/ 132/ 138/ 140/ 145/ 745 MILLENNIUM



A entrada da Taurus no segmento de pistolas com armação em polímero (plástico) ocorreu com o projeto da PT-111 Millennium em calibre 9 mm. Trata-se de uma pistola de pequenas dimensões para uso dissimulado. Como todos os produtos da marca, a Millennium também acabou sendo base de uma série de pistolas em diversos calibres como o 40 e o 45 ACP, incluindo o modelo PT-138 em calibre 380 ACP e a PT-132 em calibre 7,65 mm, disponível para o mercado civil brasileiro.


FICHA TECNICA PT-111/ 140/ 145/ 745
Calibre: (PT-111) 9 mm, (PT-140) .40, (PT-145/ 745) 45 ACP.
Capacidade: 10+1 tiros (qualquer modelo).
Comprimento do cano: 3,25 polegadas.
Comprimento total: 153 mm.
Sistema de operação: dupla ação
Mira: Alça e massa fixa.

FICHA TECNICA PT-132/ 138
Calibre: (PT-132) 7,65 mm, (PT-138) 380 ACP
Capacidade: (PT-138) 12+1 tiros (PT-132) 10+1.
Comprimento do cano: 3,25 polegadas.
Comprimento total: 153 mm.
Sistema de operação: somente dupla ação (DAO)
Mira: Alça e massa fixa.

 

PT-24/7, PT-24/7 OSS - PRO TATICAL E SERIE 600.

A PT-24/7 representa mais um importante marco na historia recente da Taurus. Lançado no mercado em 2004, este modelo foi projetado pensando nas necessidades do uso policial militar e a Taurus usou as tecnologias mais modernas em seu projeto. Trata-se de uma pistola com armação de polímero que funciona exclusivamente em dupla ação ou ação dupla comum e o acabamento das partes metálicas como o ferrolho é teneferização, que torna essas peças extremamente resistentes, praticamente indestrutíveis.. O modelo base é em calibre 40, que está na moda entre departamentos de policia brasileiros e no norte americano. Posteriormente foram apresentados a PT-24/7 em calibre 45 ACP e 9 mm. A PT-24/7 deu origem a uma pistola tática de combate cujo mercado focado era o militar. O modelo derivado se chama PT-24/7 OSS ou Pro Tatical. Estes modelos foram desenvolvidos com o auxilio de informações repassadas pelas forças especiais dos Estados Unidos sobre os requisitos de uma nova pistola de combate para concorrer para o fornecimento de uma pistola substituta para as M-9 (Berettas M92) usadas pelas forças armadas norte americanas. Essa concorrência a qual a Taurus participou com sua PT-24/7 OSS, em calibre 45 ACP, foi chamado, inicialmente, de JCP (Joint Combat Pistol). Esse programa foi suspenso indefinidamente e os melhores fabricantes de armas do planeta apresentaram candidatos, incluindo a Heckler & Koch com sua excelente HK-45. A diferença mais importante entre essa versão com a PT-24/7 original é o seu cano mais longo, cerca de 5,25 polegadas, garantindo melhor precisão a maiores distancias. Os modelos OSS em calibre 40, 38 Super Auto e 9 mm que surgiram posteriormente foram chamados de Pro Tatical e representam mais uma opção para forças policiais, notadamente as de operações especiais.
Já a serie 600 traz pistolas da serie PT-24/7 em dimensões reduzidas para serem usadas de forma dissimulada ou como uma segunda arma ou “backup Gun”.Nesse serie temos a PT-609 em calibre 9 mm, PT-640 em calibre 40.

 



FICHA TECNICA PT-24/7 - OSS
Calibre: 9mm, 40, 45 ACP.
Capacidade: 17+1 (9 mm), 15+1 (40).
Comprimento do cano: (PT-24/7) 4 polegadas, (PT/24/7 OSS) 5,25 polegadas.
Comprimento total: (PT-24/7) 182 mm (PT-24/7 OSS) 209 mm.
Sistema de operação: dupla ação modificado
Mira: Alça e massa fixa.

 

SERIE 1911



A pistola mais popular da historia é, sem a menor sombra de duvida, a modelo 1911 desenhado pelo gênio das armas John M Browning e lançada ao mercado pela famosíssima empresa Colt Firearms. O numero 1911 diz respeito ao ano em que esta excelente arma foi lançada no mercado. Hoje, quase 100 anos depois, ainda é comercializado no mundo todo. Hoje, a maioria dos grandes fabricantes tem alguma versão desse modelo em seu portfólio de produtos. A Taurus inseriu sua variante desta valente pistola em 2005 com o nome de PT-1911. Inicialmente era um modelo 1911 com alguns itens de fabrica que normalmente só se via em pistolas customizadas. Inicialmente essa pistola estava sendo comercializada somente em calibre 45 ACP, e com carregador monofilar como a original. Porém em 2009 foram lançadas em diversos calibres como o 9 mm e o 38 Super Auto, além de uma versão de alta capacidade em calibre 45 ACP. A taurus possui uma variante desta pistola usando um chassi com trilho picatinny a frente do guarda mato do gatilho, para facilitar a instalação de acessórios como lanternas e miras laser.


FICHA TECNICA PT-1911
Calibre: 45 ACP,9 mm, 38 Super Auto.
Capacidade: 8+1 tiros (45 ACP), 9+1 (9 mm e 38 Super Auto), 12+1 (45 ACP Alta capacidade).
Comprimento do cano: 5 polegadas.
Comprimento total: 222 mm.
Sistema de operação: ação simples.
Mira: Alça e massa fixa.

 

SERIE 800 – PT-809/ PT-840/ PT-845

 



A serie 800 da Taurus é uma nova família de pistolas que possuem soluções das pistolas OSS, porém com cano de 4 polegadas e com o incremento do “cão externo” e com um sistema de segurança encontrado nas pistolas da serie 900 que é o desarmador do cão, ou “Decoking Lever”. Essa serie possui pistolas em calibre 9 mm, 40 e 45 ACP.


FICHA TECNICA PT-809/ PT-840/ PT-845
Calibre: (PT-809) 9mm, (PT-840) 40, (PT-845) 45 ACP.
Capacidade: 17+1 (9 mm), 15+1 (40), 12+1 (45ACP).
Comprimento do cano: 4 polegadas.
Comprimento total: 209 mm.
Sistema de operação: dupla ação modificada
Mira: Alça e massa fixa.

 

PT-2045



O modelo PT-2045 é a mais moderna pistola em produção pela Taurus no momento. Lançada no inicio de 2009 esta pistola possui linhas avançadas com um desenho “limpo” ideal para o porte discreto e sem pontos que poderiam enganchar na roupa, a PT-2045 é construída em chassi de polímero e está disponível no calibre 45 ACP com carregador de 12 tiros. Este modelo opera em sistema de dupla ação modificada e ainda possui algumas características encontradas nas pistolas Glock, como uma trava montada no próprio gatilho e uma tecla desmontagem igual à de sua concorrente.


FICHA TECNICA PT-2045
Calibre: 45 ACP
Capacidade: 12+1.
Comprimento do cano: 4 polegadas.
Comprimento total: 209 mm.
Sistema de operação: dupla ação modificada
Mira: Alça e massa fixa.

 

SERIE SLIM – PT-709/ PT-738



A serie Slim da Taurus será lançada no mercado em 2009. Como o nome diz, esta serie traz pistolas extremamente finas para o porte dissimulado. Os calibres dessa linha ficaram restritos ao 9 mm através do modelo PT-709 e 380 ACP no modelo PT-738. Para manter as dimensões reduzidas os carregadores destes modelos são monofilares e com capacidade menores do que os outros modelos apresentados aqui. Esses modelos, assim como os da serie 800 apresentado acima não estão disponíveis no mercado brasileiro, incluindo o mercado policial.


Esses produtos, por não terem sidos lançados até o momento não tiveram suas características técnicas publicadas.


FICHA TECNICA PT-709/ 738
Calibre: (PT-709) 9 mm, (PT-738) 380ACP.
Capacidade: (PT-709) 7+1 tiros, (PT-738) 6+1.
Comprimento do cano: (PT-709) 3,20 polegadas (PT-738) 3,30 Polegadas.
Comprimento total: (PT-709) 169 mm (PT-738) 139 mm.
Sistema de operação: dupla ação modificada.
Mira: Alça e massa fixa.

 


 

Pistolas Imbel



Quando ouvimos falar de empresas estatais fabricantes de arma de fogo logo lembramos de países como os Estados Unidos, que financiam de maneira pesada sua indústria de armas, pelos motivos estratégicos e diplomáticos que sabemos bem. No Brasil, o Ministério da Defesa também financia, através do Exército Brasileiro, uma indústria de armas, a IMBEL, ou “Indústria de Material Bélico do Brasil”:

“A Imbel é uma empresa vinculada ao Ministério da Defesa por intermédio do Exército Brasileiro, que a ele fornece armas portáteis, munições, explosivos e equipamentos de comunicações.


É também o campo de capacitação dos engenheiros formados pelo Instituto Militar de Egenharia, que adquirem em suas unidades experiência em fabricação e desenvolvimento industrial.”

As armas Imbel têm sido uma alternativa para os brasileiros interessados em adquirir armas de fogo de uso restrito, notadamente os policiais que visam a aquisição de pistolas calibre .40, e que não se afeiçoam pelos modelos oferecidos pela Taurus (no Brasil, a aquisição de as armas de calibre restrito só pode ser realizada quando a fabricante atuar em território nacional).


Atualmente com cinco unidades produtoras no Brasil (duas em Minas, duas no Rio e uma em São Paulo), a Imbel está começando a se tornar mais competitiva no mercado, principalmente com o recente lançamento do sistema de segurança ADC para as pistolas .40, que compreende os registros de segurança (trava do ferrolho), o dispositivo de segurança da tecla do gatilho (beavertail), além da trava do percussor.

 


As pistolas Imbel estão gerando confusões técnicas em alguns policiais brasileiros, pois a grande maioria das polícias utiliza o armamento Taurus .40, principalmente a PT 100, que trabalha em ação simples e ação dupla. As pistolas Imbel trabalham APENAS em ação simples, sendo necessário, sempre antes de efetuar o primeiro disparo, que o cão seja recuado. Para fazer isso, basta o operador da pistola acionar qualquer um dos registros de segurança (trava) laterais para que o cão seja jogado para trás. Por vezes, pasmem, policiais fazem carga do armamento Imbel sem conhecimento dessa peculiaridade, e tentam manuseá-lo como se uma PT 100 fosse.


Os usuários das pistolas Imbel costumam dizer que trata-se de um armamento mais resistente que as demais opções do mercado brasileiro, além de elogiarem sua precisão. O grande problema se refere ao condicionamento necessário para manusear uma pistola com esse tipo de mecanismo. Já ouvi falar de alguns acidentes de tiro envolvendo policiais que se atrapalharam no manuseio da Imbel .40. Veja abaixo as especificações técnicas da pistola Imbel GC .40 MD1, indicada para o uso policial.

 

 

A IMBEL

A INDÚSTRIA DE MATERIAL BÉLICO DO BRASIL – IMBEL®, constituída nos termos da Lei 6.227 de 14 de julho de 1975, é uma empresa pública dependente, com personalidade de direito privado, vinculada ao Ministério da Defesa por intermédio do Comando do Exército, com a missão de produzir e comercializar produtos de defesa e segurança, para clientes institucionais, especialmente Forças Armadas e Forças Policiais, e clientes privados.


A IMBEL® tem sua origem em 1808, por ocasião da criação por D. João VI da Fábrica de Pólvora da Lagoa Rodrigo de Freitas, no bairro Jardim Botânico, no Rio de Janeiro/RJ, razão pela qual conquistou a primazia de ser considerada a primeira Empresa Estratégica de Defesa e Segurança do Brasil. Atualmente a Empresa tem sua Sede instalada em Brasília/DF, e suas Unidades de Produção localizadas nas cidades de Piquete/SP, Rio de Janeiro/RJ, Magé/RJ, Juiz de Fora/MG e Itajubá/MG.

 


Os principais produtos fabricados e comercializados pela IMBEL® são: fuzis, pistolas e carabinas; munições de médio e grande calibre; explosivos e acessórios; equipamentos eletrônicos e de comunicações; e Sistemas de Abrigos Temporários de Campanha e Humanitários.

 


A tradição e experiência na fabricação de produtos de defesa e segurança permitiram o desenvolvimento de uma variada gama de produtos de tecnologia de emprego dual.


Dadas as severas exigências de aprovação impostas pelo Exército Brasileiro, por intermédio do Centro Tecnológico do Exército (CTEx) e Centro de Avaliação do Exército (CAEx), a qualidade e desempenho de seus produtos seguem padrões internacionais.


A IMBEL®, recentemente agregou ao seu portfólio de produtos de defesa e segurança a Linha de Produtos IA2, constituída de fuzis de assalto 5,56 e 7,62 ; carabinas policiais 5,56 e 7,62; Facas-Baionetas IA2, e Facas de Campanha IA2 e AMZ; Linha de Produtos SATi – Sistemas de Abrigos Temporários da IMBEL® , integrados pelas linhas de Campanha e Humanitárias, que disponibiliza abrigos temporários de alto desempenho; e o conjunto rádio de comunicações militares TRC 1193 – Rádio Mallet.

Histórico

A Indústria Bélica Nacional teve seu início com a criação da Casa do Trem, no Rio de Janeiro, em 1762, com a finalidade de guardar, conservar e realizar pequenos reparos no armamento e nos equipamentos das tropas existentes no vice-reinado.


Em 1808, foi fundada por D. João VI a Fábrica de Pólvora da Lagoa Rodrigo de Freitas, localizada no Jardim Botânico, no Rio de Janeiro. Em 1826 foi transferida para a cidade de Magé-RJ, com a denominação de Real Fábrica de Pólvora da Estrela, mediante Decreto de D. Pedro I.


A partir de 1939 foi reestruturada, passando a ter a atual denominação de Fábrica da Estrela, funcionando como uma Organização Militar do Ministério do Exército até a criação da IMBEL em 1975.

Através dos tempos, teve sua existência marcada por impulsos de modernização exigidos pela dependência externa dos principais produtos internacionais.


Há indicativos que a criação da empresa pública IMBEL - Indústria de Material Bélico do Brasil foi em decorrência do rompimento, no ano de 1974, pelo Governo Geisel, do Acordo de Cooperação Militar Brasil - Estados Unidos, firmado durante a 2ª Guerra Mundial. Com a sua criação, as Fábricas Militares do Exército foram transferidas para a estatal, e com isso, o setor de defesa, integrado com as demais empresas privadas da época, passou a ser uma atividade estratégica para o país, com uma tecnologia nacional em evolução, que permitiria ao Brasil tornar-se mais independente em produtos militares.


No exercício de sua função produtora, administra industrial e comercialmente 5 (cinco) Unidades de Produção que têm por vocação a produção de material bélico e outros bens, cuja tecnologia derive da gerada no desenvolvimento de equipamentos de aplicação militar, por força de contigência de pioneirismo, conveniência administrativa ou no interesse da segurança nacional.

 



 

Pistola .45 GC - Imbel

As Pistolas .45 GC (Grande Capacidade) representam o avanço de modernidade da IMBEL. Mantendo as excepcionais qualidades do Projeto Colt, desenvolveu um modelo próprio em aço forjado usando armações para carregadores bifilares.


Os modelos MD1 são excelentes para a defesa e uso policial. Os modelos MD2, MD2A2 e MD3A2, com cano pesado e sem o sistema de segurança do percussor, são modelos desenvolvidos para o Tiro Prático (IPSC), os dois primeiros para a divisão Standard e o último para a divisão Modified.

Pistola 9 M973

PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS

A Pistola 9 M973 é a arma de porte usada pelo Exército Brasileiro. A segurança, robustez e confiabilidade foram as características que determinaram o retorno do projeto Colt M1911.

Pistola .380 - IMBEL

PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS:


As Pistolas .380 - IMBEL monofilares ocupam lugar de destaque no mercado interno de calibre permitido, por sua robustez e precisão.


O novo projeto de cano rampado permite o uso de qualquer tipo de munição produzida pela indústria nacional. São as armas mais adequadas para quem deseja combinar pequeno volume com recuo suave. As opções de materiais e peso possibilitam que sempre haja um modelo de acordo com o gosto ou a necessidade de cada usuário.

Apresentando ótimo desempenho como arma de defesa ou de uso policial, estão disponíveis nos modelos abaixo especificados.


Pistola 9 GC - Imbel


PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS

A rusticidade, a empunhadura confortável, a segurança do travamento do percussor e o aumento da capacidade do carregador tornam este armamento imbatível para o uso militar.


Pistolas .40 GC - IMBEL



PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS

As Pistolas .40 GC - IMBEL, mais leves e com sistema de segurança do percussor, são adequadas ao uso policial. As MD2, MD2A2 e MD3A2, com cano pesado e sem o sistema de segurança do percussor, são modelos especialmente desenvolvidos para o Tiro Prático, os dois primeiros para a divisão Standard e o último para a divisão Modified. O aço forjado é insubstituível para o Tiro Esportivo.

A Pistola IMBEL MD7 LX com ADC

 


O calibre .40

 

O calibre .40 S&W foi desenvolvido especialmente para a Polícia Federal Norte Americana, o FBI e é o calibre preferido das polícias brasileiras.


No Brasil, houve muita resistência para que o calibre entrasse no país, senão para participantes de tiro esportivo que, para esses, sempre foi permitido.


História

O calibre 9mm Luger e 357 magnum eram permitidos para Polícia Federal e a .45 ACP somente para Forças Armadas, assim, permitir o calibre .40S&W que é superior ao 9mm e intermediário entre o 357 magnum e o .45 ACP teria que advir de uma comoção nacional.


A primeira força de segurança pública a vencer essa barreira junto ao Exército Brasileiro, que controla as armas e munições no Brasil, foi o Departamento de Polícia Rodoviária Federal, que em 1998 foi toda equipada com pistolas .40S&W e aposentado seus revólveres 38 SPL e suas antigas pistolas .380 ACP.


Uma série de acontecimentos que denunciaram a falência da segurança pública nacional pelos órgãos de imprensa suscitaram um clamor das polícias civis e militares do Brasil para terem acessos a calibres capazes de fazer frente ao potencial do armamento dos marginais. Apoiados na conquista da Polícia Rodoviária Federal, as diversas polícias civis e militares de vários estados brasileiros, depois de alguns anos, adquiriram também autorização junto ao Exército Brasileiro para utilização desse armamento para os oficiais e delegados; depois se estendendo o direito para os agentes e praças quando de serviço, mas é sabido que não foi alcançado todo policial militar tal aspiração devido ao número de pistolas adquiridas serem insuficientes para todo o efetivo.


O calibre surgiu nos Estados Unidos da América por reivindicação do FBI. O calibre usual daquela força policial era a 9mm Luger que se tornou famosa com a segunda guerra mundial, com o uso maciço da forças armadas dos diversos países, por acreditarem no seu grande poder de penetração.


Em uma perseguição policial objeto até mesmo de filme, o FBI usava a 9mm em um confronto com dois marginais e os mesmos foram transfixados diversas vezes, contudo não foram postos fora de combate. A munição de alguns policiais do FBI teria acabado, outros policiais, feridos, estavam fora de combate, mas não os marginais que mesmo baleados, antes de morrerem, conseguiram pôr toda a equipe do FBI fora do combate, e dois policiais vieram a óbito.


Percebeu-se nesse evento a forte necessidade de uma “arma policial”. Assim, a Smith & Wesson ficou imcumbido, por contrato com o FBI, de “encontrar” esse calibre policial. Portanto a origem da munição .40S&W é anterior a criação da pistola .40S&W. O objetivo da Smith & Wesson era criar um calibre que tivesse o melhor Stopping Power (Poder de Parada) sem contudo haver muito recuo da pistola que atrapalhasse a “visada” para o segundo tiro. O que isso queria dizer? O calibre deveria parar o oponente se possível com um único disparo. E se precisasse de um segundo disparo, a arma não poderia sofrer muito “balanço” na mão do policial, para que ele acertasse o oponente no mesmo local onde mirara anteriormente.


O calibre 10mm Auto tinha essa característica policial de Stopping Power, contudo devido ao forte recuo, no segundo tiro o policial geralmente não garantia a precisão necessária. Assim a Smith & Wesson criou uma variação da 10mm Auto, com menor recuo e que conseguia os mesmos índices de perfuração: 12 polegadas de gelatina balística. A peculiaridade acrescentada na .40SW foi que antes de alcançar as 12 polegadas de perfuração da gelatina balística, o projétil teria que perfurar uma superfície de vidro fino, que costuma provocar desvios e atrapalhar a trajetória dos projéteis. Assim foi criada a .40SW, o calibre policial, utilizada pela maior parte das Polícias do Brasil.

 

Nota do Editor





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