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Após a visita à Fábrica de Juiz de Fora da IMBEL, o convite era para almoçar no 10º BI. Desembarcamos no estacionamento e fomos recebidos na porta pelo Capitão Willians e levados até o Gabinete do Comandante, Coronel de Infantaria Eduardo Paiva Maurmann. O quartel segue o padrão das Unidade de Infantaria, pintados em branco e verde (cor da Arma) com os pavilhões das Companhias lada a lado e, no interior do Pavilhão de Comando, uma quadra de esportes. Por toda a parte nas paredes aqueles velhos sabres de cavalaria cruzados sobre escudos de madeira, todos muito bem cuidados e em muito melhor estado do que o meu próprio que comprei uma vez da Iberia Espadas e já veio todo cheio de mossas e amassados como se tivesse sobrevivido à duras penas à Guerra do Paraguai. Foi justamente pelo mau estado do meu que notei o excelente dos vários espalhados pelo Batalhão. Muito interessante também o mastro da bandeira, que fica suspenso como em um passadiço de navio, logo diante do PC. O traje de nossa comitiva também chamava a atenção dos militares mineiros ainda não acostumados a ver o pessoal de sua Associação uniformizados, coisa que acreditamos, mude após nossa visita.
Ficavam olhando sem entender que tropa era essa de uniforme estranho... Mais tarde, já no almoço, sentei defronte ao Major Gerken, Subcomandante que não resistiu e perguntou sobre a insígnia de nossa hierarquia. Respondi que, como somos todos Tenentes R/2, isso não tem muita utilidade como hierarquia e criamos uma, no âmbito do CNOR, com barras encimadas por uma estrela de Tenente representando presidente do CNOR, presidentes de Associações, Diretores e finalmente Associados. Há ainda as insígnias intermediárias para ex-presidentes e ex-diretores. Voltando ao Gabinete, éramos esperados pelo simpático e prestativo Cel Maurmann e estava lá também o Major Gilvan da 4ª Brigada que coordenava a nossa ida lá após o almoço, para cumprimentar o General Valdetaro. Ficou claro para todos nós que o maior apoio e incentivo à Associação de Oficiais da Reserva do Exército em Juiz de Fora viria desse competente Comandante já no seu terceiro ano de Comando. Declarou que gostaria de abrigar a AORE/JF e que depois do almoço mostraria as duas possíveis salas para isso.
Depois de uma agradável conversa nos levou para almoçar. Por todo o lado cruzávamos com militares sorridentes e o quartel era um brinco de limpeza, pintura e arrumação. Aqui e ali, alguém pintava ou retocava algum pavilhão.
Não fomos lá absolutamente para xeretar ou fiscalizar, mas como salva aos olhos, mencionamos.
O refeitório era espaçoso e muito bem iluminado naturalmente por grande quantidade de janelas, aliás, prática que o Cel Maurmann na visita após o almoço, mostrou que adotou e incrementa para economia de luzes.
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