Hoje, 28 de janeiro de 2015, cedinho já percorria a sempre infernal Avenida Brasil em direção à Vila Militar.

 

 

Já é congestionada sem batidas ou desastres, apenas com obras e o grande fluxo. Hoje havia acidentes nos dois sentidos, logo estava complicado.

 

 

Mas cheguei a tempo de rever muitos amigos na 1ª Divisão de Exército, a maior concentração de tropas do Exército da América do Sul.

 

 

Cumprimentei e abracei o bom amigo Coronel de Infantaria Gustavo Henrique Dutra de Menezes que vai comandar o Batalhão brasileiro no Haiti.

Conheci também seu sucessor, o Coronel de Infantaria Mario Fernandes e transmiti o abraço do Tenente Rogério, Presidente da AORE/Recife, que serviu com ele quando ainda Capitão, em Goiânia onde hoje temos o Comando de Operações Especiais.

 

 

Falando de FE, o jargão militar para Forças Especiais, tanto o sucedido como o sucessor, tem brilhante currículo como Comandos, Forças Especiais, Brigada Paraquedista e com isso, o Chefe Militar, General de Divisão Luiz Eduardo Ramos Baptista Pereira, está bem servido.

 

 

Acompanhei a chegada do General Ramos, Comandante da 1ª DE e logo em seguida do General de Divisão Walter Souza Braga Neto, Coordenador Geral da AJO (Assessoria Especial para os Jogos Olímpicos de 2016).

 

 

Lá estavam prestigiando os Generais Abrahão (Brigada Paraquedista), Fernandes (EsAO) e Nolasco (9ª Bda Inf Mtz/GUEs), além dos Comandantes de OM da Vila Militar.

 

 

Fomos para o Gabinete do CHEM onde se deu a cerimônia de inauguração do retrato, primeira atividade oficial do sucessor, Coronel Mário.

 

 

Teceu diversos elogios e passou a palavra ao General Ramos para descerrar o retrato, como reza o regulamento.

 

 

O Comandante também fez inúmeros elogios, deixando claro que em seguida estaria lendo o que ele mesmo escrevera para o amigo que, declarou, resolveu todos os assuntos, profissionais ou não, de forma a assessorar o Chefe com a maior amplitude.

 

 

Em seguida o General Ramos convidou a esposa do Cel Dutra para descerrar o retrato.

 

 

Após a entrega de lembranças estava terminada esta parte da cerimônia e todos desceram para, defronte ao Palácio Marechal Mascarenhas de Moraes onde a tropa estava formada, fazer a transmissão do cargo.

 

 

Ninguém deixa de reconhecer a importância do CHEM – Chefe do Estado-Maior. Aqui na 1ª DE, herdeira da 1ª DIE da FEB, podemos dizer que só passaram nomes de peso, muitos terminando no último posto da carreira como o Marechal Floriano de Lima Brayner, que como Coronel foi CHEM do Comandante da FEB, General João Batista Mascarenhas de Moraes.

 

 

Passando os olhos pela Galeria de antigos CHEM, alguns amigos que chegaram a General de Exército logo notamos como, por exemplo, Rui Monarca da Silveira ou o General Adriano Pereira Junior.

 

 

Na Avenida Duque de Caxias, após a chegada das autoridades ao palanque foram prestadas as honras militares ao General Ramos.

Na sequencia, foi entoado o Hino Nacional Brasileiro e após, o Coronel Dutra apresentou suas despedidas.

 

 

Visivelmente emocionado, o grande soldado voltou ao seu lugar, um pouco atrás de onde agora, ouvia o elogio prestado pelo seu amigo e comandante.

 

 

Foi um elogio e tanto que, como dissera algumas vezes, o próprio General Ramos fizera questão de redigir. Em dado momento comentou uma frase do Coronel Dutra que o marcara. Todos sabem que foram anos difíceis com muitas ações da 1ª DE na área da segurança pública face a Copa do Mundo, Copa das Confederações, Visita do Papa Francisco e em toas as atividades espinhosas, o CHEM se referia sempre em “como era divertido o trabalho na Divisão”.

Depois da leitura do currículo também invejável do CHEM sucessor, o General Ramos acompanhado dos dois Coronéis ocuparam seus lugares no dispositivo e o cargo foi transmitido.

 

 

Em seguida, a Guarda Bandeira se dirigiu a seu lugar na tropa e os CHEM sucedido e sucessor se apresentaram ao General Ramos por passagem e assunção, respectivamente, do cargo.

 

 

O General abraçou afetuosamente os dos Chefes de Estado-Maior e foi dada por terminada a cerimônia, onde os presentes aproveitaram para cumprimentar os dois Coronéis e eu, voltei para o inferno da Brasil, pois tinha trabalho me esperando no centro da cidade. 

 

 


 

Joomlashack