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Uma questão de fé PDF Imprimir E-mail
Escrito por Ten Mergulhão, Editor - Fotos: Mergulhinha   
Seg, 23 de Abril de 2012 15:12

Praia do Forte Barão do Rio Branco,
a primeira, logo na entrada

 

Se você não deseja alguma coisa com muita vontade, provavelmente não irá conseguir. Tem de acreditar. Se entrar numa batalha achando que vai morrer, com toda a certeza vai mesmo!  É tudo uma questão de fé, de força de vontade, de não acreditar em seus limites...

 

 

A semana inteira acompanhei o Globo Rural e os jornais da TV que diziam que só teríamos sol no sábado de Tiradentes (21 de abril para quem não sabe que o Mártir da conjuração mineira morreu enforcado nesse dia em 1792).

 


Praia do Forte Barão do Rio Branco,
a primeira, logo na entrada

 

Acreditei – questão de fé e corri para a praia. Domingo foi inteirinho de chuva. Aquela chuvinha chata que não vai embora e as previsões eram de mais seis dias iguais, com chuva todo o tempo.

 

Praia do Imbuhy

 

 

Entendam que não vou a praia para bronzear. É que tenho um corpinho esbelto de ANTA com quase 130 kg e ele requer um tratamento sério, com corridas ou caminhadas diárias de uma a duas horas. E qual lugar melhor para uma corridinha do que uma bela praia com águas mornas nas quais podemos nos refrescar no final?

 

Praia do Imbuhy

 

 

E o leitor e leitora que me acompanham sabe que, quando falo de praia, sou exigente: tem de ser em área militar, mais segura e com frequência respeitável, limpa, águas calmas (exigência da Mergulhinha) e, para a baixinha, rasinha... Só há uma que se encaixa nesse perfil: Imbuhy.

 

Forte do Imbuhy (CIOpEsp)

 

 

Segunda 23 continuava em casa por conta do feriado estadual de São Jorge. A rotina em casa é castrense com alvorada às cinco, faça sol ou chuva, café, ginástica e depois, o que der para fazer. Levantei ainda escuro e, olhando pela janela vi o céu limpo.

 


Destroços do navio Magdalena (inglês) que se
partiu em dois e cuja popa foi
rebocada (e desmanchada) aqui

 

Mulher é cúmplice e não precisamos convencer. Foi apontar a janela e já corremos para colocar a indumentária apropriada – quase que o correto seria dizer tirar o excesso de roupas, mas deixem como está.

 

 

Moramos no Rio. A ponte Rio-Niterói cujo nome é Presidente Costa e Silva que o governo incompetente e populista quer mudar para Ponte Betinho, estava praticamente vazia e a atravessamos em 12 minutos.

 

 

Voltando ao nome da ponte, não vou defender o nome do General Presidente – acho até que devia se chamar Ministro Andreazza que foi o “obreiro”, mas, se os esquerdistas querem dar nomes a pontes que façam alguma e não fiquem trocando o nome das que já existem. Aliás, criticam por falta do que fazer o que chamam de Ditadura – o governo dos militares, mas nestes mais de vinte anos não fizeram nada de construtivo. Só roubalheira, corrupção, safadeza e mensalões...  Mas vamos voltar à praia senão estraga o belo dia de sol que arranjei...

 

Forte do Imbuhy (CIOpEsp)

 

 

Chegando a Niterói, da ponte pegamos a orla das praias oceânicas e atravessamos um túnel que dá para a de São Francisco, depois Charitas que o povo analfabeto chama como se lê e não como deveria (“cáritas” em latim que significa caridade por causa dos hospitais que lá havia) e ao fazermos uma curva acentuada à direita numa pedreira (à esquerda) estamos perto.

 

 

Temos apenas um morrinho onde fica o Clube Naval, mas que é estreito e perigoso, dando passagem apenas para um carro em uma curva... Descendo, já entramos na primeira a esquerda que é a reta de entrada do Forte Barão do Rio Branco, quartel do 21º Grupo de Artilharia de Campanha, o histórico Grupo Monte Bastione.

 



HTO - Hotel de Trânsito de Oficiais

 

Como estes apressados chegaram cedo (07:30h) e a entrada para a praia só abre às 08:00 horas, ficamos na casinha da Relações Públicas numa área à esquerda da entrada, antes da cancela com espaço para absorver a fila de carros que se formam em dias de praia.

 

 

Numa poça d’água das chuvas da noite, uma família de quero-queros fazia uma bagunça e Mergulhinha tirou umas fotos.  Mas deveria ter filmado, pois, um movimento ‘diferente’ de corpo para a frente e para trás, seguido da pose costumeira inflando o peito ao gritar ‘quero-quero’ por si só já fez a alegria do dia. Um e outro tomando banho e chafurdando na água completou a festa e nem vimos o tempo passar.

Logo a janelinha se abriu e um Soldado cordial pegou minha identidade e me devolveu com o plástico de pendurar no retrovisor (interno) referente à praia escolhida.

 


Você sabia que toda esta área de mata atlântica nestas áreas dos Fortes de Niterói
são praticamente virgens e intocadas desde o descobrimento???
Já encontrei um Jequitibá Rosa de aproximadamente 500 anos
no caminho do Imbuhy para Piratininga na encosta do morro do Telégrafo...

 

Praia escolhida? Explico.

Ao entrar no Forte Barão do Rio Branco, contornamos o campo de futebol e perto do PC (Pavilhão de Comando no jargão militar) vemos nos gramados várias peças antigas de artilharia bem conservadas, como museu ao tempo.

Depois, viramos a esquerda e atravessamos o pátio de desfile (Presidente Médice) cuja muralha do século XVIII com seus canhões esconde a primeira praia. É uma praia típica de baía, menor que a que vamos, mais profunda e algumas (poucas) vezes com ondas mais fortes. O estacionamento fica no final da reta, ao começar a estradinha que vai para o Imbuhy, nosso destino final.

 

 

Do Forte Barão do Rio Branco ao Forte do Imbuhy – onde hoje está o Centro de Instrução de Operações Especiais, a casa dos comandos (caveiras) do Exército, temos uma estradinha de quatro quilômetros.

 

 

No alto, onde vamos começar a descer, temos à direita, o paiol (abandonado) da Tabaíba que, nas duas guerras além de paiol (escavado nas rochas) tinha uma casamata que controlava a abertura da rede de minas que protegiam a entrada da barra da entrada de navios inimigos.

 

Meio caminho da estrada que une as duas praias (alto da Tabaíba)

 

 

Pegamos a curva do ‘S’ e chegamos a entrada de um pequeno estacionamento, da Cantina do Amorim.

Em seguida temos os Hotéis de Trânsito (pintados em azul) dos Subtententes e Sargentos e logo após o de Oficiais.

Ainda há um Centro de Convenções com outro pequeno estacionamento e, como o CIOpEsp ocupou o Forte do Imbuhy no final, o grande estacionamento não existe mais o que limita em muito a frequência a este paraíso. Quem não chegar cedo (até umas 09:30 horas) em dias de sol forte, não vai conseguir entrar, podendo optar por ficar naquela primeira praia.

 

No alto, Forte do Pico

 

 

E onde entra a questão de fé? Ora, até aproximadamente umas onze horas só havia uma mesa, a nossa, e o Alexandre (garçom) estava desolado. Imagine ter aquela praia toda só para nós dois ficarmos correndo???

Ao sairmos havia mais duas ou três famílias e mais ninguém. Ainda encontrei o Comandante, o meu amigo Tenente Coronel de Artilharia Luciano Batista de Lima, saindo de seu PC e paramos para dois dedos de prosa...

Comandante competente e eficaz visita seu quartel mesmo em dias de feriado para ver se tudo está como gosta!

 


Significado de Fe

s.f. Fidelidade em honrar seus compromissos, lealdade, garantia: a fé dos tratados. / Confiança em alguém ou em alguma coisa: testemunha digna de fé; ter fé no futuro. / Crença nos dogmas de uma religião; esta mesma religião: ter fé; a propagação da fé. / Crença fervorosa: fé patriótica. / Afirmação, comprovação: em fé do que lhe digo... / Testemunho autêntico que certos funcionários dão por escrito: a fé do tabelião. // Estar de boa fé, estar convencido da verdade do que se diz; estar de má fé, saber muito bem que se diz uma coisa falsa; ter intenção dolosa. //

 

 

 

 
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