A Fantástica Plenária do CNOR, um apanhado geral do que foi a Reunião Plenária Anual do Sistema CNOR.
Esta reunião anual nasceu do novo formato dos ENOREX (Encontros Nacionais de Oficiais da Reserva do Exército), onde estas reuniões saíram daqueles encontros e ficou estabelecidos que ocorreriam no meio do ano, na Capital Federal, dada a necessidade de estarmos com os Chefes Militares.

A leitora e o leitor, deve ter notado também, que em Plenárias anteriores, já havíamos mudado o nome do CNOR que falava em “R/2 do Brasil” para o novo nome Conselho nacional de Oficiais da Reserva, pois, do mesmo modo que o General Villas Bôas (novo Comandante do Exército) não gosta de distinguir os oficiais R/1 (reserva remunerada) dos R/2 (reserva não remunerada), tratando a todos igualmente como RESERVA ATIVA, fizemos o mesmo e diversos oficiais R/1 ou Reformados como os Coronéis Maurício e Loureiro da AORE/Belo Horizonte ou o Coronel Laport da AORE/RJ, já abrilhantam nossos quadros.

Então, podemos considerar como “Dia 1” a terça-feira dia 4 de agosto de 2015, quando, durante todo o dia e noite, o Sgt Kilson da Base de Administração e Apoio do Comando Militar do Planalto, acompanhado do Ten Ulisses, Vice-Presidente do CNOR, recebia as delegações no aeroporto levando-as para o CMP.

Foi num desses voos que cheguei. Observe que cada um de nós vem por conta própria e às próprias expensas. É o nosso amor à instituição Exército Brasileiro, que nos move.

No aeroporto, encontrei o Coronel Laport, bom amigo desde os tempos em que foi Subcomandante do CPOR/RJ e muito apoiou e incentivou a Associação sediada lá, da qual fui Presidente de 2009 a 2011.
Ele me resgatou e levou para almoçar, assim, colocando a conversa em dia. Depois, levou-me ao CMP, até o alojamento, pois queria cumprimentar as demais delegações, mas, como estava vazio (a turma tinha ido ao aeroporto apanhar os demais que chegavam).
Fomos então visitar o CHEM da 11ª RM, Cel Tosetto, amigo do Cel Laport. Aí, ocorreu uma bela situação...

Ao passarmos pelo hall dos elevadores (já havia terminado o expediente), encontrmos alguns oficiais conversando, a maioria de costas para nós. O Cel Laport indagou da sala do CHEM o que nos indicaram e fomos, sem notar que o General Faillace ali estava.
Apontaram-nos a sala e lá fomos. Estávamos conversando quando entra o garçom servindo três cachorro-quentes... Até pensei que fosse o CHEM e agradeci ao Cel Tosetto, quando o General de Divisão Antonio Carlos Machado Faillace, Comandante da 11ª RM, perguntando se estávamos gostando da recepção.


Despedimo-nos e voltei para o alojamento aonde acompanhei os amigos ao Rancho para o jantar.

E ali, vendo os Presidentes de Associações de todos os cantos do Brasil, sem querer comparar-nos aos heroicos pracinhas da FEB, lembrei-me dos belos versos da Canção do Expedicionário, letra de Guilherme de Almeida/música: Spartaco Rossi:
Você sabe de onde eu venho ?
Venho do morro, do Engenho,
Das selvas, dos cafezais,
Da boa terra do coco,
Da choupana onde um é pouco,
Dois é bom, três é demais,
Venho das praias sedosas,
Das montanhas alterosas,
Dos pampas, do seringal,
Das margens crespas dos rios,
Dos verdes mares bravios
Da minha terra natal.
Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.
Eu venho da minha terra,
Da casa branca da serra
E do luar do meu sertão;
Venho da minha Maria
Cujo nome principia
Na palma da minha mão,
Braços mornos de Moema,
Lábios de mel de Iracema
Estendidos para mim.
Ó minha terra querida
Da Senhora Aparecida
E do Senhor do Bonfim!
Por mais terras que eu percorra, ...
Você sabe de onde eu venho ?
E de uma Pátria que eu tenho
No bôjo do meu violão;
Que de viver em meu peito
Foi até tomando jeito
De um enorme coração.
Deixei lá atrás meu terreno,
Meu limão, meu limoeiro,
Meu pé de jacaranda,
Minha casa pequenina
Lá no alto da colina,
Onde canta o sabiá.
Por mais terras que eu percorra, ...
Venho do além desse monte
Que ainda azula o horizonte,
Onde o nosso amor nasceu;
Do rancho que tinha ao lado
Um coqueiro que, coitado,
De saudade já morreu.
Venho do verde mais belo,
Do mais dourado amarelo,
Do azul mais cheio de luz,
Cheio de estrelas prateadas
Que se ajoelham deslumbradas,
Fazendo o sinal da Cruz !
Por mais terras que eu percorra, ...
