Hoje, 19 de março, é um daqueles dias chatos em que chove o dia todo. Estou em Brasília já há 15 dias. Vim, como muitos colegas Oficiais R/2, para a passagem de Chefia do Estado-Maior do Exército (já noticiado neste site), e fiquei uns dias aqui na casa de minha irmã caçula. Volto amanhã para o Rio. Li e acompanhei a carta da Sheila no Facebook e agora estou vendo no site do Exército, sua repercussão no famoso Noticiário do Exército, ou, como chamamos normalmente, no “NE”.
(Ten Mergulhão, Editor)

Hoje, 19 de março, é um daqueles dias chatos em que chove o dia todo. Estou em Brasília já há 15 dias. Vim, como muitos colegas Oficiais R/2, para a passagem de Chefia do Estado-Maior do Exército (já noticiado neste site), e fiquei uns dias aqui na casa de minha irmã caçula. Volto amanhã para o Rio.

Li e acompanhei a carta da Sheila no Facebook e agora estou vendo no site do Exército, sua repercussão no famoso Noticiário do Exército, ou, como chamamos normalmente, no “NE”.

Emocionei-me como ela se emocionou. Todos nós que servimos por anos no glorioso, sentimos o mesmo que ela sentiu.
E ela escreveu o que todos nós gostaríamos de escrever.
E estou aqui, na varanda, vendo a chuva cair como as lágrimas de qualquer soldado que tem uma pele verde-oliva.

Obrigado, querida Tenente Sheila, por dizer com tanta beleza o que todos gostaríamos de ter dito.
Ten Mergulhão, Editor

Sheila Morello no FACEBOOK

O dia em que fiquei completamente sem palavras...

No caminho para casa, hoje, me deparei com o e-mail de uma pessoa muito querida, meu antigo chefe na Assessoria de Imprensa do CML. Sua mensagem dizia que meu texto havia sido publicado pelo Noticiário do Exército (NE), uma das publicações mais importantes do Exército. Liguei para o André, meu namorado e colega de turma (uma das pessoas mais vibradoras que eu conheço), para dividir a novidade e corremos para o site para ver. Lá estava: a carta que escrevi e a minha foto (presente do amigo @rudytrindade). Não pude conter as lágrimas. O nó na garganta foi tão grande, que fiquei completamente sem palavras. Enquanto ouvia André falando sobre sua felicidade e me estimulando a me engajar para conseguir retornar ao mundo verde-oliva, não conseguia dizer nada. Só chorava. Chorava de alegria. A mais pura e genuína alegria. Momento indescritível.

A carta que escrevi é apenas um pequeno relato de um sentimento que não pode ser transcrito. Por mais que eu tente, não há palavras suficientes que definam exatamente amor e saudade. Talvez nem mesmo o mais brilhante dos sábios ou o mais sensível dos poetas conseguisse isso... Que direi eu! O que tentei colocar nessas linhas foi apenas um pouco do sentimento que me toma: a saudade da minha amada Força Terrestre. Foram muitos sanhaços, nem tudo era cor de rosa (aliás, nada era cor de rosa). Mas é nos sanhaços que se forjam os homens de valor. São os sanhaços que separam os homens dos meninos. Sou feliz por ter pertencido a uma instituição formada por homens e mulheres de valor!

Hoje, eu só tenho a agradecer. Primeiramente, a Deus por ter me proporcionado oito anos intensos de muita felicidade. Talvez nem eu soubesse que era tão feliz! Podia ter sido a Bruna, a Joana, a Tatiana... mas fui eu, a Sheila! Agradeço a todos aqueles que fizeram parte desta trajetória, em especial à minha família (mais em especial ainda à minha mãe e minha irmã), ao meu eterno paraquedista 79079 André, aos meus amigos da caserna (chefes, pares e subordinados, a quem tenho a felicidade de chamar de amigos), aos meus amigos de uma maneira em geral (que vivem me ouvindo falar do EB) e a todas as pessoas que chegaram a mim através desta carta. Foram milhares de curtidas, compartilhamentos, mensagens... Li tudo apesar de, infelizmente, não ter conseguido responder a todos. Vocês foram especiais. Muito mais que isso: foram sensacionais! Chorei com os relatos, me sensibilizei com as histórias tristes, ri das piadas, me emocionei com cada pessoa que me pedia informações, vibrei com o contato de todos e estou enormemente agradecida por todas as divulgações. Essa publicação no NE, assim como as dos outros blogs e sites, é de vocês. A sensação do carinho de todos é indescritível e, sem vocês, nada disso teria acontecido. Muito obrigada do fundo do meu coração!

Sem querer plagiar Saint-Exupéry , mas já o fazendo, “só se 'escreve' bem com o coração”. Agora, se me permitem... vou papirar!
BRASIL!

Maravilha. Sheila Morello você merece as referencias elogiosas. O respeito, o reconhecimento do EB pelo artigo no noticiário e a legião de amigos, como se diz no seu "miliquês", VOCÊ FEZ POR MERECER! (Nota do Editor, também no FACEBOOK)
Abaixo, a carta da Sheila nas Redes Sociais, que o Noticiário do Exército consagrou em sua páginas (Nota do Editor)




Foto: Rudy Trindade
